Alcançando metas em qualquer idade

Alcançando metas em qualquer idade

É comum conhecermos uma pessoa e, ao longo das primeiras conversas, à medida em que é criada certa intimidade, perguntarmos: qual sua idade?

Naturalmente, em nossa cabeça, ao ouvirmos aquele “número”, concluímos que aquela pessoa já “deve” ter concluído uma faculdade, ou comprado sua casa própria, que está casada, ou, ao menos que já tenha sido casada, já tenha filhos, ou feito uma aposentadoria privada, etc…

Ao sabermos que algumas dessas expectativas não foram atendidas, automaticamente podemos pensar: deve ter algo errado com ele/ela; como ainda não conseguiu isso?; passou da hora.

Pode ser que esse pensamento, de que há idade certa para se alcançar determinadas metas na vida, exista, por falta de conhecimento de casos reais que contradizem essa teoria; pela desvalorização desses casos ou pela descrença na capacidade do ser humano mesmo.

Existem casos de pessoas famosas que alcançaram suas metas após os 40, 50, 60 anos, facilmente encontrados na internet, o me faz pensar quantos exemplos não devemos ter à nossa volta, entre as pessoas comuns. São pessoas que ignoraram os limites sociais, se importando apenas com o que queriam para suas vidas e sentiam que podiam fazer.

A famosa, entre os famosos, estilista de vestidos de noiva, Vera Wang, entrou para a concorrida indústria da moda aos 40 anos; a atriz Carolina Ferraz anunciou gravidez aos 46; a jornalista Gloria Maria adotou 2 filhas quando tinha bem mais de 50; o então vendedor de máquinas de milk-shake Ray Kroc criou o McDonald’s quando tinha 52 anos de idade, em 1954; Roberto Marinho fundou a TV Globo aos 61 anos, em 1965; a fisiculturista Sônia Ferraz que começou a malhar aos 58, participou da primeira competição aos 64 anos, ficando em 5º lugar, em 2007.

Se procurarmos no meio dos famosos ou no das pessoas comuns certamente encontraremos inúmeros exemplos de pessoas que não obedecem regras de idade para fazer o que desejam. Mesmo assim, preferimos acreditar que esses são fatos excepcionais. Que, normalmente, há idade ideal sim para se conquistar certas coisas na vida.

No fundo, alimentamos essa ideia porque temos medo de que, se passássemos a achar que não há idade ideal para se fazer qualquer coisa nessa vida, nos acomodaríamos, deixando sempre para depois o que podemos fazer agora. Não nos sentiríamos pressionados a fazer uma faculdade assim que saíssemos do ensino médio e daí nos perderíamos, correndo o risco de nunca concluirmos um curso superior; as mulheres deixariam tranquilamente para ser mães após a realização profissional, sem pressa, e, quando se dessem conta, já estariam entrando na menopausa; aquele projeto de abrir o próprio negócio não sairia do papel, etc

Até faz um pouco de sentido pensar assim, mas não acha que acabaríamos nos colocando na mesma situação de passividade diante da vida com a regra de que há idade para tudo? Veja bem, se eu pensar que não há idade certa para se fazer as coisas, corro o risco de ser um procrastinador e não conseguir realizar nada, sendo passivo diante da vida, deixando a vida me levar; mas se há idade certa para se realizar um desejo, uma vez atingida a idade ideal, acabou-se o tempo, não há porque lutar. Passividade de novo.

Se continuarmos achando que há idade ideal para fazer faculdade, mudar de profissão, ser mãe (biológica ou não), se casar, abrir um negócio, iniciar uma atividade esportiva ou artística, sempre que atingirmos aquele limite de idade, já descartaremos a possibilidade de realização. Nem tentaremos.

Por outro lado, se o pensamento de que não há idade ideal para se alcançar aquilo que desejamos for usado como desculpa para adiar o que podemos fazer hoje, continuaremos passivos, à mercê das circunstâncias da vida.

Acredito que o pensamento mais coerente é o de que não há idade ideal para alcançarmos nossos desejos mais valiosos, desde que estejamos fazendo agora o que estiver ao nosso alcance em prol de nossos objetivos. Esses “fazer agora” “o que estiver ao nosso alcance” nem sempre é fácil descobrir o que são. Concordo. Mas é possível.

Precisamos buscar no mais íntimo do nosso ser a resposta para as perguntas: o que posso fazer hoje, diferente do que já venho fazendo, para caminhar em direção ao que desejo? Qual a menor ação que posso tomar para que isso dê certo? Como eu crio condições para que isso se transforme? São perguntas poderosas que provavelmente não te trarão respostas rápidas, mas podem ajudar a sair da passividade, mudando o modo de pensar sobre suas condições atuais.

Quanto ao fato de você achar que já passou da idade para alcançar o que deseja, tenho outras perguntas poderosas: se eu não tentar mudar isso agora, quanto me custará a longo prazo? O que posso fazer agora melhor do que antes? Como posso reduzir o impacto dessa limitação física ou intelectual no que quero realizar? O que sou capaz de fazer agora que antes eu não era?

Boas realizações

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