Como vai sua relação com você mesmo?

Como vai sua relação com você mesmo?

Quando falamos em relacionamentos, é comum nos referirmos às relações que estabelecemos com as outras pessoas, amigos, familiares, colegas de trabalho, parceiros etc.

Infelizmente, pouco se fala da relação que antecede qualquer outra, existente entre mim e eu mesma. Timothy Gallwey, Pai do Coaching, chama essa relação de Jogo Interior.

Como está seu jogo interior? Ele está lhe ajudando ou dificultando você de chegar onde quer?

Tim descreve a existência de 2 eus: o eu1, que comanda, julga, critica; e o eu2, que é o ser humano completo, com todo o potencial que lhe é inerente; é o que executa as tarefas.

Quando estamos numa atividade que, de tão envolvidos, nem percebemos o tempo passar, entramos em fluxo com o todo e deixamos o eu2 agir sem as interferências negativas do eu1.

Por outro lado, se executo uma tarefa em que a autocrítica e a insegurança comandam, estarei reduzindo o desempenho do eu2.

Num dos workshops do Tim Gallwey, no Brasil, que tive o privilégio de participar, aprendi que “eu sou a tarefa a ser executada enquanto executo outra tarefa”.

Portanto, se quisermos que o jogo interior seja nosso aliado, devemos prestar atenção ao que acontece interna e externamente, ao mesmo tempo.

Se eu estou praticando um esporte, por exemplo, e, durante o jogo, inicio um falatório interior, mais ou menos assim: Não acredito que você errou de novo, Elaine, será que você não vai aprender nunca? Quantas vezes você já fez isso? Quanta incompetência!” “Está se esforçando pouco” “Se continuar assim, é melhor desistir”.

É o eu1 interferindo no trabalho do eu2. Ele representa uma vontade absurda de ter o controle sobre todas as situações, por não confiar no eu2, gerando uma constante sensação de inadequação e fracasso.

Se observar atentamente sua falação interior, em diversas situações da vida, pode chegar à conclusão de que você não gostaria de conviver, diariamente, com alguém que lhe trata do jeito que você se trata. Que você não falaria com seu melhor amigo desta forma.

Para mudar esse jogo, podemos equilibrar os 2 eus, vigiando cada pensamento, sem deixar nada passar.
É bastante simples, mas costuma não ser fácil.

Toda vez que você perceber que está se julgando, criticando, classificando alguma atitude sua como boa ou má, pare e observe o que está acontecendo contigo, como se fosse alguém de fora.

Use o eu1 para estabelecer metas viáveis e relaxar, confiando no eu2.

Depois volte a fazer o que estava fazendo se concentrando na tarefa e não no que se passa na sua cabeça. Por exemplo, concentre-se na bola que você está jogando, na força que seu corpo faz, no movimento dos braços, na sensação de calor, em qualquer coisa palpável que possa te distrair do eu1.

Quando praticar esse exercício de distrair o eu1, deixando que ele apenas estabeleça metas e relaxe, confiando que o eu2 dará conta do recado, seja cortês, tratando você como alguém que você ama e respeita muito.

Sei que é trabalhoso, mas garanto que é possível e revigorante fazer o jogo interior atuar a seu favor.

Acredite, persista e seja gentil.

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