Escuta ativa enobrece as relações humanas

Escuta ativa enobrece as relações humanas

O ato de escutar implica, num primeiro momento, numa atitude passiva de se aquietar física e mentalmente para ouvir outra pessoa.

Mas se a intenção for compreender o outro fazendo uma conexão positiva com ele, ouvi-lo passará a ter uma função que vai além da passividade. Haverá uma escuta ativa.

Possivelmente já fizemos este tipo de escuta em alguns momentos da vida, mas sem a consciência de que estamos agindo assim. Ter o conhecimento de como se faz e do porque fazer escuta ativa pode ajudar a utiliza-la propositalmente mais vezes, enriquecendo nossas relações.

Em qualquer comunicação onde a intenção for conciliar, ajudar, compartilhar ou estreitar laços, a escuta ativa se torna indispensável.

Enquanto ouço, silencio todos os meus pensamentos. Mas, se a pessoa falar algo que gere automaticamente algum julgamento da minha parte, devo pensar: “se eu estivesse no lugar dela, vivendo a história dela, poderia estar falando a mesma coisa”.

Enquanto ouço, observo os gestos, os olhares, ou seja, a linguagem não falada para compreender o mais fielmente possível. Há uma concentração consciente no outro. Se não entendo algo que a pessoa diz, posso fazer perguntas para assimilar melhor. Isto é escuta ativa. É entrar no universo do outro, é fazer parte.

É como se colocássemos a pessoa que está nos falando num palco, sob um grande e forte holofote onde tudo em volta está no escuro. Só existe ela naquele momento.

Já me senti sendo ouvida desta forma e a sensação é maravilhosa.

Não é fácil fazer escuta ativa, pois estamos acostumados a ter pressa em concluir uma conversa e a tirar conclusões precipitadas com base em nossas vivências e não na experiência de quem está falando. Mas o esforço é recompensador.

Este ato de generosidade gera confiança e proximidade. A pessoa que está sendo ouvida assim se sente importante, valorizada e está mais propensa a fazer uma aliança com seu ouvinte.

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