Focar em nossas limitações é tão atraente quanto improdutivo

Focar em nossas limitações é tão atraente quanto improdutivo

Fomos orientados a gastar tempo e energia em investigar nossas fraquezas. O psicólogo americano Donald O. Clifton informa em seu livro Descubra seus Pontos Fortes que a maioria das pessoas acredita que o segredo para melhorar suas habilidades e ter sucesso está na compreensão profunda de seus pontos fracos para poder supera-los.

Curiosamente, o grupo menos fixado nas fraquezas é o de pessoas com mais de 55 anos. Clifton acredita que, provavelmente, pessoas mais sábias adquiriram um grau maior de autoaceitação e perceberam a inutilidade de focar no negativo.

Mas porque as fraquezas se mostram tão sedutoras?

Aprendemos a focar no negativo. Se a vida é um jogo de baralho, e cada um recebeu cartas fortes e cartas fracas, a pessoa presume que as fracas comandam o jogo.

Esse pensamento tem base na nossa educação. Se a criança costuma tirar 10 na prova de matemática e 2 na de biologia, seus pais certamente vão focar suas conversas e esforços no assunto biologia. Nem falarão sobre matemática.

Nossa perspectiva é tão direcionada para a fraqueza e a doença que sabemos pouco sobre força e saúde. Estudos e pesquisas sobre alegria, vigor e felicidade são quase inexistentes se comparados ao material encontrado sobre as doenças da mente.

Segundo Clifton, “manter um olhar crítico sobre nossas fraquezas e trabalhar arduamente para administra-las, embora às vezes necessário, só nos ajudará a evitar o fracasso. Não vai nos ajudar a atingir a excelência.”

Só se alcança a excelência compreendendo e cultivando o que já existe naturalmente de positivo em você.

Portanto, se a criança só tira nota 10 em matemática, sem estudar muito, e nota baixa em biologia, certamente providências deverão ser tomadas para que seu desempenho nesta última matéria suba ao menos até a média. Mas, principalmente, compreender essa inclinação natural para os números, aprimora-la e pratica-la seguramente ajudará esse futuro adulto a alcançar excelência em alguma atividade ligada a isso.

Evitar a exposição que acontece quando se investe nos pontos fortes. É mais bem vista pela sociedade a pessoa que tentar melhorar seus pontos fracos, pois demonstra atitude cuidadosa e humilde, que a pessoa que investe em seus pontos fortes. Logo, não há nenhum incentivo para que concentremos nossa atenção no que temos de melhor.

Mas, na verdade, não há outra maneira de alcançar algo superior e significativo sem desenvolver os pontos fortes. Sem falar que acaba sendo um desperdício termos um talento natural e não fazermos nada com ele. No final das contas, um ponto forte aprimorado e colocado em prática poderá trazer benefícios não só à pessoa talentosa, mas também a muitas outras que serão agraciadas pelos frutos deste talento.

Assim, se você é muito bom em alguma coisa, sente prazer em fazer isso, mas tem receio de investir tempo e suor no aprimoramento dessa habilidade, por medo do fracasso, do que os outros vão falar, etc, lembre-se que se você continuar pensando assim estará se privando de uma vida em abundância e negando outras pessoas de usufruírem de seus dons.

A palavra chave aqui é autoaceitação. Aceite suas fraquezas, administre-as, melhore-as se for o caso, mas, principalmente, reconheça e aceite também aquilo que você faz bem, suas habilidades naturais, seus talentos e aprimore-os. Jogue o jogo da vida percebendo que tem muita carta boa em mãos para trabalhar.

Esteja em paz com o que é se vendo por inteiro. Valorize seus pontos fortes e produzirá mais do que realmente importa.

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