O que fazer enquanto “esperamos”

O que fazer enquanto “esperamos”

Se você é uma pessoa com energia, proativa, não deixa para amanhã o que se pode fazer hoje, cumpre prazos antes de seu término, deve ficar angustiada quando se vê numa situação em que não há nada melhor a fazer, a não ser esperar.

Em vários momentos como quando se está recluso em casa, recuperando-se de alguma enfermidade, por exemplo, não há muito a fazer.

Mudar atitudes do passado ou apagar o que já estamos vivenciando, realmente não dá. O que é possível fazer é dar novo significado ao que acontece conosco no momento presente.

O primeiro passo é aceitar inteiramente o fato e o que ele causou em você, tristeza, raiva, frustração, medo. Parece óbvio dizer que se deve “aceitar a existência” de algo que “já está existindo”, quer você aceite ou não, mas nossa mente nem sempre entende essa lógica e acaba negando a existência do que já existe. É como se achássemos que negando a existência da doença ou do sentimento de frustração, teríamos de volta a saúde e a alegria.

Após alcançar a aceitação, é hora de assumir responsabilidade, ou seja, de responder com habilidade. Por exemplo: estou em casa me recuperando de uma enfermidade. Além de seguir as orientações médicas, como posso tornar esse tempo recluso em casa produtivo para minha vida? Mesmo sentindo frustração ou medo, o que é possível fazer com os recursos que possuo neste momento? Ler, meditar, orar, escrever, planejar?

É importante que o sentimento de frustração ou medo seja vivenciado, jamais negado, para gerar aprendizado.

No filme Peaceful Warrior (O Poder Além da Vida), o protagonista é um ginasta talentoso que teve seu sonho de alcançar medalha interrompido por um grave acidente de moto que estraçalhou sua perna. Após 6 meses longe dos treinos, seu mestre espiritual o estimula a não desistir do que ama e a voltar a treinar. Incrédulo ele responde que está muito tempo parado e, por isso, muito atrasado em relação aos demais competidores. Neste instante, sai da boca do mestre a instigante frase “quem disse que você não estava em treinamento”.

Se conseguirmos vivenciar as situações e sentimentos ruins e, simultaneamente, fazer e pensar o que for possível para aprender com eles, teremos mais força para superar este período.

Isto é ressignificar o que acontece, saindo da posição de vitima. Às vezes, precisamos parar tudo, revirar tudo para recomeçarmos diferente. E o tempo em que nos sentimos mais incapacitados, pode se tornar altamente produtivo.

Você também pode gostar

Deixe um comentário