Santa paciência

Santa paciência

Saber esperar, manter um controle emocional equilibrado. Tem dias em que isso parece ser impossível de acontecer, não é mesmo?

“Preciso aprender isso logo”; “eu já deveria ter feito isso”; “não posso perder mais tempo”; “estou atrasada”; “não vai dar tempo fazer tudo o que tenho que fazer”. Como ter paciência com esses pensamentos ruminando na nossa cabeça? Sem contar a agitação do corpo que em nada colabora para nos manter calmos.

Comecei a me observar agindo assim e pensei: como seria bom se eu tivesse mais paciência comigo mesma e com os outros.

Se por um lado, ser paciente é ter tranquilidade, tolerância, serenidade, por outro, ser impaciente é sentir aflição, nervosismo, ansiedade.  Ou seja, viver sem paciência é viver em sofrimento.

Então me pergunto: como posso fazer tudo o que me proponho a fazer no meu dia, evoluir na carreira, melhorar minha saúde e meus relacionamentos, com esse sofrimento consumindo minha energia?

Porque é tão fácil não ter paciência? Porque, uma vez que nos habituamos a reagir assim, ficamos no piloto automático do nosso cérebro. Para melhorar isso e termos mais sucesso na execução de nossos planos diários, não tem outro jeito a não ser interromper drasticamente esse padrão.

O nosso cérebro odeia isso. Interceptar o caminho que os neurônios estão habituados a fazer, para pensar diferente, exige mais do cérebro do que ele está acostumado. Mesmo assim, já que não tem outro jeito para que eu faça o melhor para mim e para os outros, parti para ação.

Percebi, nestas situações de grande impaciência, que eu estava enxergando micro, mas precisava enxergar macro. Enxergando pequeno, só vejo problemas, obstáculos, limitações. Enxergando o todo, passo a não me importar mais com detalhes insignificantes, nem em alcançar perfeição em tudo o que faço. Dou atenção só ao que é importante, ao objetivo final de cada ação.

Como fazer isso? Infelizmente não tem uma fórmula que serve para todo mundo.  Eu estou tentando algumas.

Neste dia de muita impaciência, tentei me observar de fora da minha cabeça, não me importei com os sintomas físicos da ansiedade, me lembrei dos dias em que agi com muita serenidade frente aos problemas e falei pra mim, quero voltar a agir assim, custe o que custar, leve o tempo que levar.

Com o passar das horas, a serenidade foi retornando aos poucos até alcançar a tranquilidade necessária para cumprir meu planejamento em paz.

Outro recurso que também tem funcionado para mim é me lembrar de uma frase que aprendi em terapia: não preciso ser perfeita, é suficiente ser inteira.

Você também pode gostar

Deixe um comentário