Vida pessoal e vida profissional

Vida pessoal e vida profissional

Vida pessoal e vida profissional – tudo junto e misturado

Ouvi o ator Wagner Moura dizer numa entrevista recente que só estava aceitando papéis que fossem capazes de lhe trazer crescimento pessoal. Isto me fez pensar se é possível fazer esta separação entre crescimento pessoal e crescimento profissional.

Será que é possível existir avanço profissional, sem desenvolvimento pessoal e vice e versa?

Imaginando alguém que exerça determinado ofício de forma satisfatória, ou seja, ele entrega o resultado que os superiores esperam dele, às vezes até supera as expectativas, é bem remunerado pelo que faz, mas este indivíduo não se identifica com aquela atividade. Não sente que era isto que deveria estar fazendo na vida. Talvez nunca tenha se questionado sobre isso. Vejo aqui uma evolução profissional, pois quanto mais se pratica algo, fazemos cada vez melhor. Mas não vejo um avanço pessoal, ao menos, não na mesma proporção que o profissional.

O aprendizado, nesse caso, seria concluir “preciso mudar isso” ou “isso não está funcionando para mim”, e se perguntar “o que tenho que fazer para me sentir realizado?”

Suponho que não há como dissociar o crescimento profissional do pessoal se estivermos analisando o assunto sob a perspectiva da vida como um todo. O trabalho, em regra, é uma parte importante da vida, onde desempenhamos um papel inerente a uma função. Sou vendedor, sou advogado, sou engenheiro. Mas a vida não é só isso. Temos que atuar também na posição de avó, pai, irmão, filha, amigo, vizinha, consumidor.

Assim, se parte considerável da minha vida, o trabalho, me faz sentir triste ou desconectada com minha essência, dificilmente poderei dizer que sou realizada por inteiro.

É claro que existem pessoas que consideram o trabalho somente um meio para obter o próprio sustento. Não se sentem tristes, nem felizes na profissão. Preferem se sentir realizadas e plenas desempenhando os outros papéis em suas vidas. É uma escolha.

Particularmente, gosto da ideia de que minha profissão deve representar o que sou. Tudo junto e misturado mesmo. Costumo ter disciplina, didática e gosto de descomplicar as coisas em todos os papéis que exerço. Adoro adquirir e transmitir conhecimento. Gosto de me comunicar com pessoas totalmente diferentes de mim e sinto-me realizada quando percebo, claramente, que fui útil na vida de outra pessoa.

Quando ouvi o ator Wagner Moura dizer que só aceita trabalhos que o recompensem com crescimento pessoal, me conectei de imediato com essa ideia. Meu empenho é para caminhar rumo a essa posição.

Meu desejo é que possamos fazer escolhas profissionais tão boas, que sejam capazes de refletir positivamente no nosso desenvolvimento pessoal.

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